Bioatividade de três espécies vegetais nativas da Floresta Atlântica brasileira frente ao microcrustáceo Artemia salina
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Em: Revista Brasileira de Plantas Medicinais (Brazil) v. 16(3) p. 473-480; (2014)Sumário:
RESUMO:
Este trabalho teve por objetivo a investigação fitoquímica e propriedades antioxidantes
de extratos das folhas de Trigynaea oblongifolia Schltdl (Annonaceae), Ottonia frutescens Trel
(Piperaceae), e Bathysa australis (St Hill) Hooz (Rubiaceae), bem como avaliar, in vitro, a
letalidade frente ao microcrustáceo Artemia salina Leach. Os extratos foram preparados por
maceração em metanol 10% (p/v) por sete dias, à temperatura ambiente. A atividade antioxidante
dos extratos foi determinada pela metodologia que utiliza o radical estável DPPH. A toxicidade
dos extratos foi avaliada frente ao microcrustáceo A. salina. Os extratos de O. frutescens
e B. australis apresentaram as seguintes classes de metabólitos secundários: Alcalóides,
Antraquinonas, Cumarinas, Polifenóis (Taninos), Saponinas. Nos extratos de T. oblongifolia, além
dos metabólitos citados anteriormente, foi detectada a presença de Flavonóides. A atividade
antioxidante, observada em 30 minutos na concentração de 24 µg/mL de extrato, foi de: O.
frutescens - 38,3%, T. oblongifolia - 32,3%, e B. australis - 32,1%. A Concentração Letal, CL50,
dos extratos em A. salina foi de: O. frutescens - 149,75 ± 1,02 µg/mL, T. oblongifolia - 148,8 ±
1,74 µg/mL, e B. australis - 684 ± 9,04 µg/mL. Neste contexto, destacamos as espécies, nativas
da Floresta Atlântica, O. frutescens e T. oblongifolia de grande potencial na bioprospecção de
moléculas biologicamente ativas.
Palavras-Chave: Artemia salina, Bioprospecção, Atividade Antioxidante, Floresta Atlântica.Sumário:
ABSTRACT:
Bioactivity of three plant species native to the Brazilian Atlantic Forest front of
microcrustacean Artemia salina. This study aimed to carry out phytochemical and antioxidant
properties, and assess, in vitro, the lethality of a leaf extract Trigynaea Schltdl oblongifolia
Schltdl (Annonaceae), Ottonia frutescens Trel (Piperaceae), Bathysa australis (St Hill) Hooz
(Rubiaceae) front of the microcrustaceans Artemia salina Leach. Extracts were prepared by
soaking in 10% methanol (w/v) for seven days at room temperature. The antioxidant activity of
extracts was determined by the stable radical DPPH method. The toxicity of the extracts was
evaluated against the microcrustaceans A. saline. Extracts of O. frutescens and B. australis
showed the following classes of secondary metabolites: Alkaloid, Anthraquinones, Coumarins,
polyphenols (tannins), Saponin. The extracts from T. oblongifolia, besides the aforementioned
metabolites the presence of flavonoids was detected. The antioxidant activity was observed in
30 minutes, the concentration 24 mg/mL of extract was: O. frutescens - 38.3%, T oblongifolia
- 32.3%, and B. australis - 32.1%. The lethal concentration, LC50, extracts of A. salina was: O.
frutescens - 149.75 ± 1.02 mg/mL, T. oblongifolia - 148.8 ± 1.74 mg/mL, and B. australis - 684 ±
9.04 mg/mL. In this context, we highlight the species, native to the Atlantic Forest, O. frutescens
and T. oblongifolia great potential in bioprospecting of biologically active molecules.
Keywords: Artemia salina, Bioprospecting, Antioxidant Activity, Atlantic Forest.
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Biblioteca Nacional de Agricultura - Binagri | Periódicos agrícolas | 2014 16(3) | Texto integral (PDF) | Consulta local | 2024-1315 |
Publicação on-line; 36 ref.; 3 illus.; 4 tables; Summaries (En, Pt)
RESUMO:
Este trabalho teve por objetivo a investigação fitoquímica e propriedades antioxidantes
de extratos das folhas de Trigynaea oblongifolia Schltdl (Annonaceae), Ottonia frutescens Trel
(Piperaceae), e Bathysa australis (St Hill) Hooz (Rubiaceae), bem como avaliar, in vitro, a
letalidade frente ao microcrustáceo Artemia salina Leach. Os extratos foram preparados por
maceração em metanol 10% (p/v) por sete dias, à temperatura ambiente. A atividade antioxidante
dos extratos foi determinada pela metodologia que utiliza o radical estável DPPH. A toxicidade
dos extratos foi avaliada frente ao microcrustáceo A. salina. Os extratos de O. frutescens
e B. australis apresentaram as seguintes classes de metabólitos secundários: Alcalóides,
Antraquinonas, Cumarinas, Polifenóis (Taninos), Saponinas. Nos extratos de T. oblongifolia, além
dos metabólitos citados anteriormente, foi detectada a presença de Flavonóides. A atividade
antioxidante, observada em 30 minutos na concentração de 24 µg/mL de extrato, foi de: O.
frutescens - 38,3%, T. oblongifolia - 32,3%, e B. australis - 32,1%. A Concentração Letal, CL50,
dos extratos em A. salina foi de: O. frutescens - 149,75 ± 1,02 µg/mL, T. oblongifolia - 148,8 ±
1,74 µg/mL, e B. australis - 684 ± 9,04 µg/mL. Neste contexto, destacamos as espécies, nativas
da Floresta Atlântica, O. frutescens e T. oblongifolia de grande potencial na bioprospecção de
moléculas biologicamente ativas.
Palavras-Chave: Artemia salina, Bioprospecção, Atividade Antioxidante, Floresta Atlântica.
ABSTRACT:
Bioactivity of three plant species native to the Brazilian Atlantic Forest front of
microcrustacean Artemia salina. This study aimed to carry out phytochemical and antioxidant
properties, and assess, in vitro, the lethality of a leaf extract Trigynaea Schltdl oblongifolia
Schltdl (Annonaceae), Ottonia frutescens Trel (Piperaceae), Bathysa australis (St Hill) Hooz
(Rubiaceae) front of the microcrustaceans Artemia salina Leach. Extracts were prepared by
soaking in 10% methanol (w/v) for seven days at room temperature. The antioxidant activity of
extracts was determined by the stable radical DPPH method. The toxicity of the extracts was
evaluated against the microcrustaceans A. saline. Extracts of O. frutescens and B. australis
showed the following classes of secondary metabolites: Alkaloid, Anthraquinones, Coumarins,
polyphenols (tannins), Saponin. The extracts from T. oblongifolia, besides the aforementioned
metabolites the presence of flavonoids was detected. The antioxidant activity was observed in
30 minutes, the concentration 24 mg/mL of extract was: O. frutescens - 38.3%, T oblongifolia
- 32.3%, and B. australis - 32.1%. The lethal concentration, LC50, extracts of A. salina was: O.
frutescens - 149.75 ± 1.02 mg/mL, T. oblongifolia - 148.8 ± 1.74 mg/mL, and B. australis - 684 ±
9.04 mg/mL. In this context, we highlight the species, native to the Atlantic Forest, O. frutescens
and T. oblongifolia great potential in bioprospecting of biologically active molecules.
Keywords: Artemia salina, Bioprospecting, Antioxidant Activity, Atlantic Forest.

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