Classificação visual e mecânica da espécie Cryptomeria japonica D. Don para utilização em madeira laminada colada
Tipo de material:
ArtigoAssunto(s): Recursos online:
Em: Ciência Florestal (Brazil) v. 30(2) p. 451-462; (Apr-Jun 2020)Sumário:
Resumo
O objetivo foi avaliar as propriedades mecânicas da madeira, a influência da classificação visual de
lâminas de Cryptomeria japonica D. Don no desempenho mecânico para uso em elementos estruturais em
MLC, comparando com os requisitos mínimos exigidos pelas normas brasileira ABNT NBR 7190 (1997) e
europeia EN 338 (2016). Os ensaios para caracterização física e mecânica da madeira sólida seguiram as
recomendações das normas COPANT 461 (1972), 464 (1972) e 555 (1973) para densidade básica, resistência
à compressão paralela às fibras e resistência à flexão estática, respectivamente; e ABNT NBR 7190 (1997)
para resistência ao cisalhamento. As 80 lâminas de madeira foram produzidas com dimensões de 6,0 x 1,5
x 220,0 cm (largura x espessura x comprimento) e posteriormente classificadas visualmente conforme a
norma americana ASTM D245 (2006) e pelo módulo de elasticidade - EW (ASTM D4761 (2013)). Ao todo, 20
vigas de MLC foram confeccionadas, sendo estas formadas pela combinação das lâminas classificadas nas
classes visuais: Testemunha (lâminas limpas, ou seja, sem defeitos), T1 (limpas e estrutural especial - SE),
T2 (S1, S2, S3) e T3 (limpas, SE, S1, S2, S3), as vigas foram avaliadas em testes mecânicos de resistência à
flexão estática e resistências à tração normal às fibras e cisalhamento para linha de cola. Os resultados
indicaram que como madeira sólida a espécie não apresentou resistência mínima para que seja classificada
como C-20 pela ABNT NBR 7190 (1997), entretanto a espécie foi classificada como classe estrutural C-16
pela norma EN 338. As vigas de MLC apresentaram valores dentro do mínimo exigido para a classe
C-20, conforme a ABNT NBR 7190 (1997). A utilização de lâminas com nós classificados visualmente não
diminuiu a resistência das vigas de MLC quando comparado com vigas produzidas com lâminas sem nós.
Palavras-chaves: Elasticidade; Uso estrutural; Classificação visualSumário:
Abstract
The objective was to evaluate the mechanical properties, the visual classification influence of Cryptomeria
japonica D. Don at the mechanical performance to use it as glulam structural elements, comparing with
the minimum requirements demanded by the Brazilian Standard ABNT NBR 7190 (1997) and European
Standard EN 338 (2006). The tests for the characterization of the physical and mechanical properties of
solid timber followed the recommendations of COPANT 461 (1972), 464 (1972), 555 (973) for density of
timber, parallel compression to grain and bending, respectively; and ABNT NBR 7190 (1997) for the shear
strength. The classification of the 80 laminate of timber with dimension of 6.0 x 1.5 x 220.0 cm were made
by visual classification according to the American Standard ASTM D245 (2006) and by the modulus of
elasticity – MOE (ASTM D4761 (2013)). Altogether, 20 beams of GLULAM were made, these formed by the
combination of the laminated classified in the visual grades: Control (clear laminate), T1 (clear and special
structural - SE), T2 (S1, S2, S3) and T3 (clear, SE, S1, S2, S3), the beams were evaluated by bending, tension
perpendicular to grain and shear strength in the glued line. The results indicated the species as solid
wood does not have the minimum resistance to be classified as C-20 by the ABNT NBR 7190 (1997), but
the species was classified as structural grade in the C-16 by the EN 338 Standard. The GLULAM beams
showed the minimum demanded values to the C-20 structural class according to the ABNT NBR 7190
(1997). The using of laminated with visually classified knots did not decrease the glulam beams strength
when comparing to the beams made with laminated without knots.
Keywords: Elasticity;Structural purpose; Visual grade
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Periódicos
|
Biblioteca Nacional de Agricultura - Binagri | Periódicos agrícolas | 2020 30(2) | Texto integral (PDF) | Consulta local | 2024-2357 |
Publicação on-line; 29 ref.; 3 tables; 2 illus.; Summaries (En, Pt)
Resumo
O objetivo foi avaliar as propriedades mecânicas da madeira, a influência da classificação visual de
lâminas de Cryptomeria japonica D. Don no desempenho mecânico para uso em elementos estruturais em
MLC, comparando com os requisitos mínimos exigidos pelas normas brasileira ABNT NBR 7190 (1997) e
europeia EN 338 (2016). Os ensaios para caracterização física e mecânica da madeira sólida seguiram as
recomendações das normas COPANT 461 (1972), 464 (1972) e 555 (1973) para densidade básica, resistência
à compressão paralela às fibras e resistência à flexão estática, respectivamente; e ABNT NBR 7190 (1997)
para resistência ao cisalhamento. As 80 lâminas de madeira foram produzidas com dimensões de 6,0 x 1,5
x 220,0 cm (largura x espessura x comprimento) e posteriormente classificadas visualmente conforme a
norma americana ASTM D245 (2006) e pelo módulo de elasticidade - EW (ASTM D4761 (2013)). Ao todo, 20
vigas de MLC foram confeccionadas, sendo estas formadas pela combinação das lâminas classificadas nas
classes visuais: Testemunha (lâminas limpas, ou seja, sem defeitos), T1 (limpas e estrutural especial - SE),
T2 (S1, S2, S3) e T3 (limpas, SE, S1, S2, S3), as vigas foram avaliadas em testes mecânicos de resistência à
flexão estática e resistências à tração normal às fibras e cisalhamento para linha de cola. Os resultados
indicaram que como madeira sólida a espécie não apresentou resistência mínima para que seja classificada
como C-20 pela ABNT NBR 7190 (1997), entretanto a espécie foi classificada como classe estrutural C-16
pela norma EN 338. As vigas de MLC apresentaram valores dentro do mínimo exigido para a classe
C-20, conforme a ABNT NBR 7190 (1997). A utilização de lâminas com nós classificados visualmente não
diminuiu a resistência das vigas de MLC quando comparado com vigas produzidas com lâminas sem nós.
Palavras-chaves: Elasticidade; Uso estrutural; Classificação visual
Abstract
The objective was to evaluate the mechanical properties, the visual classification influence of Cryptomeria
japonica D. Don at the mechanical performance to use it as glulam structural elements, comparing with
the minimum requirements demanded by the Brazilian Standard ABNT NBR 7190 (1997) and European
Standard EN 338 (2006). The tests for the characterization of the physical and mechanical properties of
solid timber followed the recommendations of COPANT 461 (1972), 464 (1972), 555 (973) for density of
timber, parallel compression to grain and bending, respectively; and ABNT NBR 7190 (1997) for the shear
strength. The classification of the 80 laminate of timber with dimension of 6.0 x 1.5 x 220.0 cm were made
by visual classification according to the American Standard ASTM D245 (2006) and by the modulus of
elasticity – MOE (ASTM D4761 (2013)). Altogether, 20 beams of GLULAM were made, these formed by the
combination of the laminated classified in the visual grades: Control (clear laminate), T1 (clear and special
structural - SE), T2 (S1, S2, S3) and T3 (clear, SE, S1, S2, S3), the beams were evaluated by bending, tension
perpendicular to grain and shear strength in the glued line. The results indicated the species as solid
wood does not have the minimum resistance to be classified as C-20 by the ABNT NBR 7190 (1997), but
the species was classified as structural grade in the C-16 by the EN 338 Standard. The GLULAM beams
showed the minimum demanded values to the C-20 structural class according to the ABNT NBR 7190
(1997). The using of laminated with visually classified knots did not decrease the glulam beams strength
when comparing to the beams made with laminated without knots.
Keywords: Elasticity;Structural purpose; Visual grade

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