Sobrevivência e crescimento inicial de Ocotea pulchella (Lauraceae) em uma floresta de restinga da Ilha do Cardoso, SP
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ArtigoAssunto(s): Recursos online:
Em: Rodriguésia (Brazil) v. 63(4) p. 763-774; (2012)Sumário: Resumo
Neste trabalho, avaliou-se os efeitos de fatores ambientais na sobrevivência e crescimento inicial de Ocotea
pulchella (Nees) Mez numa floresta de restinga. Os ensaios consistiram do plantio de mudas classificadas em
dois grupos de idade (plântulas e juvenis) em diferentes áreas selecionadas quanto à cobertura vegetal (clareiras
ou sub-bosque) e umidade do solo (secos e úmidos). As plantas de ambas as idades apresentaram a maior taxa
de mortalidade no sub-bosque úmido, onde se observou os valores mais baixos de luz fotossinteticamente
ativa e fertilidade do solo. A sobrevivência de plântulas correlacionou-se positivamente ao crescimento,
que por sua vez, foi favorecido em clareiras, sugerindo uma dependência da espécie em relação a ambientes
mais iluminados, embora essa possa ocupar o sub-bosque em fisionomias mais abertas como as restingas.
Em juvenis, a sobrevivência foi relacionada principalmente aos fatores edáficos; o crescimento em altura foi
muito baixo, não sendo constatado incremento significativo de área foliar nem de matéria seca em nenhum
dos ambientes, o que pode estar relacionado ao caráter oligotrófico do solo. Os juvenis em sub-bosque de
solo úmido apresentaram ao final do experimento os menores valores de altura, área foliar, razão de área
foliar, razão de massa foliar e taxa de assimilação líquida, sugerindo que baixas irradiâncias associadas a solos
saturados e quimicamente pobres podem restringir o recrutamento da espécie no local estudado. Todavia,
o comportamento de certa forma generalista para as condições de luz e umidade do solo, indica uma alta
capacidade de O. pulchella em colonizar distintos micro-ambientes da restinga, onde se observa uma grande
variação espaço-temporal de fatores ambientais.
Palavras-chave: plântula; regeneração; microambiente; Ilha do Cardoso; restinga.
Abstract
The aiming of this work was to evaluate the effects of environmental factors on both the survival and initial
growth of Ocotea pulchella (Nees) Mez at a restinga forest. The tests consisted of transplanting seedlings
classified into two age groups (seedlings and juveniles) in different areas selected as for plant covering (gaps
or understorey) and soil moisture (dry or wet). Both seedlings and juveniles presented the highest mortality
rate when they were planted in the ‘wet understorey’, in which the lowest soil fertility and irradiance levels
were recorded. Seedling survival correlated positively with growth, which was promoted in gaps, suggesting
a dependence of the species on more lighted environments, although O. pulchella can occupy the understorey
in more open physiognomies such as restinga forest. The juveniles survival correlated mainly with edaphic
factors; the growth in height was very low and no significant increase in leaf area and dry weight was observed
in any of the environments, what can be related to the oligotrophic characteristics of the soil. Juveniles planted
in ‘wet understorey’ presented the lowest height, leaf area, leaf area ratio, leaf mass ratio and net assimilation
rate values, suggesting that the species recruitment in the restinga can be reduced in environments with low
irradiances and waterlogged soils. However, the somehow generalist character of the species in response to
irradiance levels and soil moisture may suggest a high ability of O. pulchella in colonizing distinct microenvironments
at restinga, in which environmental factors may fluctuate greatly over time and space.
Key words: seedling; regeneration; micro-environment; Ilha do Cardoso; sandy coastal plane
| Tipo de material | Biblioteca atual | Coleção | Número de chamada | Informaçaõ do volume | URL | Situação | Devolução em | Código de barras |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
Periódicos
|
Biblioteca Nacional de Agricultura - Binagri | Periódicos agrícolas | 2012 63(4) | Texto integral (PDF) | Consulta local | 2025-0668 |
Publicação on-line; Bibliography p. 772-774 (53 ref.); 4 tables; 4 illus,; Summaries (En, Pt)
Resumo
Neste trabalho, avaliou-se os efeitos de fatores ambientais na sobrevivência e crescimento inicial de Ocotea
pulchella (Nees) Mez numa floresta de restinga. Os ensaios consistiram do plantio de mudas classificadas em
dois grupos de idade (plântulas e juvenis) em diferentes áreas selecionadas quanto à cobertura vegetal (clareiras
ou sub-bosque) e umidade do solo (secos e úmidos). As plantas de ambas as idades apresentaram a maior taxa
de mortalidade no sub-bosque úmido, onde se observou os valores mais baixos de luz fotossinteticamente
ativa e fertilidade do solo. A sobrevivência de plântulas correlacionou-se positivamente ao crescimento,
que por sua vez, foi favorecido em clareiras, sugerindo uma dependência da espécie em relação a ambientes
mais iluminados, embora essa possa ocupar o sub-bosque em fisionomias mais abertas como as restingas.
Em juvenis, a sobrevivência foi relacionada principalmente aos fatores edáficos; o crescimento em altura foi
muito baixo, não sendo constatado incremento significativo de área foliar nem de matéria seca em nenhum
dos ambientes, o que pode estar relacionado ao caráter oligotrófico do solo. Os juvenis em sub-bosque de
solo úmido apresentaram ao final do experimento os menores valores de altura, área foliar, razão de área
foliar, razão de massa foliar e taxa de assimilação líquida, sugerindo que baixas irradiâncias associadas a solos
saturados e quimicamente pobres podem restringir o recrutamento da espécie no local estudado. Todavia,
o comportamento de certa forma generalista para as condições de luz e umidade do solo, indica uma alta
capacidade de O. pulchella em colonizar distintos micro-ambientes da restinga, onde se observa uma grande
variação espaço-temporal de fatores ambientais.
Palavras-chave: plântula; regeneração; microambiente; Ilha do Cardoso; restinga.
Abstract
The aiming of this work was to evaluate the effects of environmental factors on both the survival and initial
growth of Ocotea pulchella (Nees) Mez at a restinga forest. The tests consisted of transplanting seedlings
classified into two age groups (seedlings and juveniles) in different areas selected as for plant covering (gaps
or understorey) and soil moisture (dry or wet). Both seedlings and juveniles presented the highest mortality
rate when they were planted in the ‘wet understorey’, in which the lowest soil fertility and irradiance levels
were recorded. Seedling survival correlated positively with growth, which was promoted in gaps, suggesting
a dependence of the species on more lighted environments, although O. pulchella can occupy the understorey
in more open physiognomies such as restinga forest. The juveniles survival correlated mainly with edaphic
factors; the growth in height was very low and no significant increase in leaf area and dry weight was observed
in any of the environments, what can be related to the oligotrophic characteristics of the soil. Juveniles planted
in ‘wet understorey’ presented the lowest height, leaf area, leaf area ratio, leaf mass ratio and net assimilation
rate values, suggesting that the species recruitment in the restinga can be reduced in environments with low
irradiances and waterlogged soils. However, the somehow generalist character of the species in response to
irradiance levels and soil moisture may suggest a high ability of O. pulchella in colonizing distinct microenvironments
at restinga, in which environmental factors may fluctuate greatly over time and space.
Key words: seedling; regeneration; micro-environment; Ilha do Cardoso; sandy coastal plane

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