Assessing passive restoration of an atlantic forest site following a Cupressus lusitanica Mill. plantation clearcutting
Tipo de material:
ArtigoAssunto(s): Recursos online:
Em: Ciência Florestal (Brazil) v. 26(2) p. 475-488; (Apr-Jun 2016)Sumário:
ABSTRACT
Cupressus lusitanica has a relatively low potential for fostering colonization of native species beneath the
forest canopy. However, following the clearcut of a Cupressus lusitanica plantation in the State Forest
of Avaré (SFA), southeastern Brazil, a vigorous regeneration of Atlantic forest tree and shrub species
was observed. We evaluated the passive restoration of this site by comparing its regenerating vegetation
to the vegetation established in man-made gaps in Atlantic forest in the State Park of Cantareira (SPC),
southeastern Brazil. The frequency distribution of dispersal syndromes for species and the rate of reduction
in abundance of pioneer species in a rank/abundance plot did not differ between the two areas. The
rarefaction curves for species richness and diversity of the SPC fall below the corresponding curves of the
SFA. The proportions of non-pioneer species and of individuals of non-pioneer species were greater in the
SFA. The frequency distribution of dispersal syndromes for individuals differed between the two areas due
mainly to a more conspicuous predominance of zoochory in the SFA. The rate of reduction in abundance of
non-pioneer species in a rank/abundance plot was smaller in the SFA. We concluded that passive restoration
may successfully recover native vegetation attributes following the clearcut of forest plantations without
conspicuous regeneration of native species beneath the forest canopy. However, this phenomenon may be
influenced by particular properties of the forest species, logging practices and faunal seed dispersal integrity.
Keywords: forest recovery; forest succession; functional groups; natural regeneration.Sumário:
RESUMO
Cupressus lusitanica Mill. possui um potencial relativamente baixo para promover a regeneração de espécies
nativas sob o dossel da floresta. Entretanto, após o corte raso de uma plantação de Cupressus lusitanica
na Floresta Estadual de Avaré (FEA), sudeste do Brasil, uma vigorosa regeneração de espécies arbustivo-arbóreas
da floresta Atlântica foi observada. Avaliou-se a restauração passiva desse sítio comparando sua
vegetação com a vegetação estabelecida em clareiras artificiais abertas em floresta secundária no Parque
Estadual da Cantareira (PEC), sudeste do Brasil. A distribuição de frequência de síndromes de dispersão
para espécies e a taxa de redução da abundância das espécies pioneiras em um gráfico de rol de abundância
não diferiram entre as duas áreas. As curvas de rarefação para riqueza de espécies e diversidade do PEC
ficaram abaixo das curvas correspondentes da FEA. As proporções de espécies não pioneiras e de indivíduos
de espécies não pioneiras foram maiores na FEA. A distribuição de frequência de síndromes de dispersão
para indivíduos diferiu entre as duas áreas devido a uma predominância mais acentuada de zoocoria na
FEA. A taxa de redução da abundância das espécies não pioneiras em um gráfico de rol de abundância foi
menor na FEA. Concluiu-se que a restauração passiva pode recuperar atributos da vegetação nativa após o
corte raso de plantações florestais desprovidas de conspícua regeneração de espécies nativas no sub-bosque.
No entanto, esse fenômeno pode ser influenciado por propriedades particulares da espécie florestal, práticas
de exploração e integridade da dispersão de sementes pela fauna.
Palavras-chave: grupos funcionais; regeneração natural; recuperação florestal; sucessão florestal.
| Tipo de material | Biblioteca atual | Coleção | Número de chamada | Informaçaõ do volume | Situação | Devolução em | Código de barras |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
Periódicos
|
Biblioteca Nacional de Agricultura - Binagri | Periódicos agrícolas | 2016 26(1-4) | Consulta local | 2023-436444 |
Publicação on-line; Ind. Lit. EZ; Bibliography p. 484-488 (82 ref.); 4 illus.; Summaries (En, Pt)
ABSTRACT
Cupressus lusitanica has a relatively low potential for fostering colonization of native species beneath the
forest canopy. However, following the clearcut of a Cupressus lusitanica plantation in the State Forest
of Avaré (SFA), southeastern Brazil, a vigorous regeneration of Atlantic forest tree and shrub species
was observed. We evaluated the passive restoration of this site by comparing its regenerating vegetation
to the vegetation established in man-made gaps in Atlantic forest in the State Park of Cantareira (SPC),
southeastern Brazil. The frequency distribution of dispersal syndromes for species and the rate of reduction
in abundance of pioneer species in a rank/abundance plot did not differ between the two areas. The
rarefaction curves for species richness and diversity of the SPC fall below the corresponding curves of the
SFA. The proportions of non-pioneer species and of individuals of non-pioneer species were greater in the
SFA. The frequency distribution of dispersal syndromes for individuals differed between the two areas due
mainly to a more conspicuous predominance of zoochory in the SFA. The rate of reduction in abundance of
non-pioneer species in a rank/abundance plot was smaller in the SFA. We concluded that passive restoration
may successfully recover native vegetation attributes following the clearcut of forest plantations without
conspicuous regeneration of native species beneath the forest canopy. However, this phenomenon may be
influenced by particular properties of the forest species, logging practices and faunal seed dispersal integrity.
Keywords: forest recovery; forest succession; functional groups; natural regeneration.
RESUMO
Cupressus lusitanica Mill. possui um potencial relativamente baixo para promover a regeneração de espécies
nativas sob o dossel da floresta. Entretanto, após o corte raso de uma plantação de Cupressus lusitanica
na Floresta Estadual de Avaré (FEA), sudeste do Brasil, uma vigorosa regeneração de espécies arbustivo-arbóreas
da floresta Atlântica foi observada. Avaliou-se a restauração passiva desse sítio comparando sua
vegetação com a vegetação estabelecida em clareiras artificiais abertas em floresta secundária no Parque
Estadual da Cantareira (PEC), sudeste do Brasil. A distribuição de frequência de síndromes de dispersão
para espécies e a taxa de redução da abundância das espécies pioneiras em um gráfico de rol de abundância
não diferiram entre as duas áreas. As curvas de rarefação para riqueza de espécies e diversidade do PEC
ficaram abaixo das curvas correspondentes da FEA. As proporções de espécies não pioneiras e de indivíduos
de espécies não pioneiras foram maiores na FEA. A distribuição de frequência de síndromes de dispersão
para indivíduos diferiu entre as duas áreas devido a uma predominância mais acentuada de zoocoria na
FEA. A taxa de redução da abundância das espécies não pioneiras em um gráfico de rol de abundância foi
menor na FEA. Concluiu-se que a restauração passiva pode recuperar atributos da vegetação nativa após o
corte raso de plantações florestais desprovidas de conspícua regeneração de espécies nativas no sub-bosque.
No entanto, esse fenômeno pode ser influenciado por propriedades particulares da espécie florestal, práticas
de exploração e integridade da dispersão de sementes pela fauna.
Palavras-chave: grupos funcionais; regeneração natural; recuperação florestal; sucessão florestal.

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