Ribeiro, Alice de Souza Ugalde, Mariane Lobo Silva, Lincon Oliveira Stefanello da Richards, Neila Sílvia Pereira dos Santos
Composição centesimal e mineral de plantas alimentícias não convencionais: tupinambor (Helianthus tuberosus), ora-pro-nobis (Pereskia aculeata) e moringa (Moringa oleifera), comercializadas em Porto Belo, Santa Catarina, Brasil
Esse trabalho teve como objetivo determinar a composição centesimal e mineral das plantas alimentícias não convencionais tupinambor (Helianthus tuberosus), ora-pro-nobis (Pereskia aculeata Miller) e moringa (Moringa oleifera Lam), comercializadas em forma de farinha no município de Porto Belo – SC. A composição centesimal foi realizada de acordo com a Association of Official Analytical Chemists e a concentração dos minerais Fe, Cu, Zn, P, Ca e Mg por espectrometria de absorção atômica e de K por fotometria de chama. Os resultados médios obtidos foram: umidade (0,88, 0,88 e 0,86 g/100 g), cinzas (16,34, 7,75 e 5,07 g/100 g), lipídios (3,27, 5,57 e 0,48 g/100 g), proteínas (22,41, 24,79 e 6,53 g/100 g), carboidratos (1,71, 13,83 e 67,38 g/100 g) e fibra alimentar (55,39, 48,21 e 19,68 g/100 g). Segundo a Portaria no 27 da ANVISA do ano de 1998, as farinhas de moringa e ora-pro-nobis têm alto teor de proteína e todas as farinhas avaliadas têm alto teor de fibra alimentar. Os resultados médios obtidos indicam que exceto para ferro, todas as amostras apresentam diferenças significativas (p<0,05) em relação à concentração de minerais e com exceção da farinha de ora-pro-nobis que obteve maior teor de cálcio, o potássio foi o mineral que obteve maiores concentrações nas farinhas analisadas. Segundo a RDC n°269 de 2005 da ANVISA, as farinhas avaliadas são consideradas fontes de minerais, sendo a farinha de tupinambor fonte de Ca e Mg, a farinha de ora-pro-nobis de P, Ca e Mg e a farinha de moringa de Ca e P. E de acordo com a Dietary Reference Intakes (DRIs) todas as farinhas avaliadas são fontes de K.
Proximate and mineral composition of non-food plants conventional: Jerusalem artichoke (Helianthus tuberosus), ora-pro-nobis (Pereskia aculeata) and moringa (Moringa oleifera), sold in Porto Belo, Santa Catarina, Brazil. This study aimed to determine the proximal and mineral composition of the unconventional food plants tupinambor (Helianthus tuberosus), ora-pro-nobis (Pereskia aculeata Miller) and moringa (Moringa oleifera Lam), commercialized as flour in the city of Porto Belo – SC. Proximal composition was determined according to the Association of Official Analytical Chemists and the concentration of minerals Fe, Cu, Zn, P, Ca and Mg by atomic absorption spectrometry and K by flame photometry. The results obtained were: moisture (0.88, 0.88 and 0.86 g/100 g), ash (16.34, 7.75 and 5.07 g/100 g), lipids (3.27, 5.57 and 0.48 g/100 g), protein (22.41, 24.79 and 6.53 g/100 g), carbohydrates (57.10, 62.02 and 87.06 g/100 g) e food fiber (55.39, 48.21 and 19.68 g/100 g). According to ANVISA Ordinance n°27, moringa and ora-pro-nobis flours present high protein content and all evaluated flours have high food fiber content. The average results obtained indicate that, except for iron, all samples show significant differences (p<0.05) in relation to the minerals concentration and with the exception of ora-pro-nobis flour that obtained higher calcium content, potassium was the mineral that obtained higher concentrations in the evaluated flours. According the RDC n°269 from ANVISA, the evaluated flours can be considered minerals sources; thus tupinambor flour a source of Ca and Mg, ora-pro-nobis flour of P, Ca and Mg and moringa flour of Ca and P. Finally, according to the Dietary Reference Intakes (DRIs), all the evaluated flours are K sources.