Scarano, Fabio Rubio Barros, Cláudia Franca Loh, Roberta Kuan Tchuen Mattos, Eduardo Arcoverde de Wend, Tânia

Plant morpho-physiological variation under distinct environmental extremes in restinga vegetation

Publicação on-line; Bibliography p. 231-235 (70 ref.); 2 tables; Summaries (En, Pt)



ABSTRACT

(Plant morpho-physiological variation under distinct environmental extremes in restinga vegetation) This
paper is a synthesis of over ten years of research on inter- and intra-population variation in morphophysiology
of six plant species at the Jacarepiá restinga: the shrubs Alchornea triplinervia, Andira
legalis, Clusia fluminensis and Myrsine parvifolia, the bromeliad Aechmea maasii (formerly identified as
Aechmea bromeliifolia, now recognized as a species only found in Central Brazil) and the geophyte palm
Allagoptera arenaria. Individual shape, stature and growth, leaf anatomy, photoinhibition, and carbon,
nitrogen and water use were the main parameters studied. The isolated study of intra-specific variation in
one or a few of the above-mentioned traits often does not allow a distinction between acclimation and
stress symptoms. Thus, we used an approach that integrated morphology, anatomy, physiology and also
population parameters. Variation in morphological, anatomical and physiological traits was found for the
majority of these species, and often indicated great acclimation capacity to distinct environmental extremes.
This acclimation capacity may be partly responsible for the broad colonization success of extreme habitats
in restingas, by species often originating in mesic forest environments. This phenomenon is an additional
element to be accounted for as an important component of the high biodiversity of the Atlantic forest
complex. Finally, we discuss implications for biodiversity conservation of intra-specific variation at the
population level.

Key words: acclimation, clonal growth, intraspecific variation, leaf anatomy, photoinhibition, restinga.

RESUMO

(Variação morfo-fisiológica em plantas sob distintos extremos ambientais em vegetação de restinga) Este
trabalho é uma síntese das informações obtidas em mais de dez anos de pesquisas sobre variação morfofisiológica
entre populações e dentre indivíduos de uma mesma população para seis espécies da restinga
de Jacarepiá: os arbustos Alchornea triplinervia, Andira legalis, Clusia fluminensis e Myrsine parvifolia,
a bromélia Aechmea maasii (anteriormente identificada como Aechmea bromeliifolia, que agora é como
são denominadas plantas ocorrentes no Brasil central) e a palmeira geófita Allagoptera arenaria. Forma,
porte e crescimento de indivíduos, anatomia foliar, fotoinibição da fotossíntese e uso de carbono, nitrogênio
e água foram os principais parâmetros estudados. Com freqüência, a análise isolada da variação de um
desses parâmetros não permite distinguir aclimatação de sintoma de injúria. Logo, os estudos aqui revisados
apresentam uma abordagem que integra os diferentes parâmetros auto-ecológicos mencionados, assim
como estes a parâmetros populacionais. Variação em caracteres morfológicos, anatômicos e fisiológicos
foi detectada para a maioria destas espécies e, em geral, apontou para uma grande capacidade de aclimatação
das mesmas a distintas circunstâncias ambientais. Tal capacidade de ajuste deve ter sido essencial para
que várias destas espécies, na maioria oriundas de ambientes florestais, pudessem vir a colonizar um
ambiente extremo como as restingas. Esta mesma capacidade é um elemento a mais a ser contabilizado
como componente da grande biodiversidade existente no complexo vegetacional atlântico. Por fim, discutimos
as implicações para conservação da biodiversidade da variação intra-específica encontrada ao nível
populacional.

Palavras-chave: aclimatação, anatomia foliar, crescimento clonal, fotoinibição, restinga, variação intra-específica.


ACLIMATAÇÃO
ANATOMIA VEGETAL
RESTINGA