Raimundo-Costa, William Ferreira, Deusmaque Carneiro Anhê, Ana Carolina Borella Marfil Senhuk, Ana Paula Milla dos Santos

The use of Parmotrema tinctorum (Parmeliaceae) as a bioindicator of air pollution

Publicação on-line; 25 ref.; 2 tables; 1 illus.; Summaries (En, Pt)



Abstract

Air quality monitoring by automatic stations, although efficient, does not allow evaluating the effects of
pollution on living organisms and communities. Thus, the aim of the present study was to use lichens of the
Parmotrematinctorum species in active air quality biomonitoring. We used a new methodology of chlorosis
area analyses in QGis software, as low-cost and complementary tool to physicochemical methods. Samples
of the aforementioned species were exposed to atmospheric pollution for 30 consecutive days in the dry
and rainy seasons, in urban and industrial regions. The chlorosis rate (34% of the lichen thalli, on average)
and the accumulation of sulfur (1.1 g.kg-1, on average) were higher in the samples of lichens exposed in the
industrial region, in the dry season. There was a moderate-to-high positive correlation between chlorosis rate
and lichen content of nitrogen, sulfur, iron and zinc, in the dry season, mainly with sulfur (r = 0.71). The
results confirmed the sensitive of P. tinctorum to atmospheric pollution, even after a short exposure time.
Such new active biomonitoring methodology (chlorosis analysis in the QGis) can be used in future studies
of air quality assessment by environmental and health surveillance managers.

Key words: active biomonitoring, air quality, lichen.





Resumo

O monitoramento da qualidade do ar por estações automáticas, apesar de eficiente, não permite avaliar os efeitos
da poluição sobre organismos e comunidades. Assim, o objetivo do presente estudo foi usar liquens da espécie
Parmotrema tinctorum em biomonitoramento ativo da qualidade do ar, baseado em uma nova metolologia
de análise de clorose por meio do software Qgis, como uma ferramenta de baixo custo e complementar aos
métodos físico-químicos. Amostras dessa espécie foram expostas à poluentes do ar por 30 dias consecutivos,
nas estações seca e chuvosa, em regiões urbanas e industriais. A taxa de clorose (34% do talo dos liquens, em
média) e o acúmulo de enxofre (1,1 g.kg-1, em média) foram maiores em amostras expostas na região industrial,
na estação seca. Houve correlação positiva moderada a alta entre a taxa de clorose e o acúmulo de nitrogênio,
enxofre, ferro e zinco, no período seco, principalmente com exnofre (r = 0,71). Os resultados confirmaram a
sensibilidade de P. tinctorum à poluição atmosférica, mesmo após um curto período de exposição. Essa nova
metodologia de biomonitoramento ativo (análise de clorose por meio do QGis) pode ser usada em estudos
futuros sobre avaliação da qualidade do ar por gestores de vigilância ambiental e de saúde.

Palavras-chave: biomonitoramento ativo, qualidade do ar, líquen.


MONITORAMENTO
QUALIDADE
AR
LÍQUEN