Alves-de-Lima, Larissa Calixto, Eduardo Soares Oliveira, Marcos Lima de Novaes, Letícia Rodrigues Silva, Diego Vinícius Anjos Torezan-Silingardi, Helena Maura

Phenolog y and reproductive ecolog y of Qualea parviflora ( Vochysiaceae) in the Brazilian Savanna

Publicação on-line; Bibliography p. 13-16 (101 ref.); 4 tables; 5 illus.; Summaries (En, Pt)




Abstract

Qualea species (Vochysiaceae) are abundant and diverse in Brazilian savanna,
contributing to maintain ecological communities through interactions with
animals, mainly arthropods. Plant-pollinator interactions are fundamental to
sustain biodiversity in tropical ecosystems. The reproductive ecology of Qualea
parviflora is described, including its phenology, floral biology, floral lifespan, mating
system, and floral visitors in Brazilian savanna. Flowers exhibits enantiostyly and
are formed by one petal, one carpel, one pistil, and a spur formed by five fused
sepals. Annual flowering occurred during the rainy season in the study area
(October-November/2018). Each tree had 40±17.65 inflorescences, 1.7±1.1 open
flowers per inflorescence per day, diurnal anthesis, and flowers lasting just one
day. Flowers produced 9498.8±49.43 pollen grains (85.5±0.6% viability), and
nectar (0.51±0.30 µL; 31.86±10.56% sugar concentration). Despite pollen/ovule
ratio suggesting optional autogamy, Q. parviflora exhibited a self-incompatible
and non-agamospermic reproductive mating system, indicating mandatory crosspollination.
Forty-seven species (hummingbirds and insects) performed 420 floral
visits. Hymenoptera accounted for 69.9% of visits. Pollinators (middle size /big
bees, wasps, and hummingbirds), pollen and/or nectar robbers, herbivores and
predators were recorded. We highlight Q. parviflora depends on biotic pollination
and interacts with distinct floral visitors, reinforcing its ecological importance and
the need to consider pollinator availability in restoration projects.

Key words:
• annual flowering
• bee
• floral visitors
• hummingbird
• self-incompatibility





Resumo

As espécies de Qualea (Vochysiaceae) são abundantes e diversas na savana
brasileira, contribuindo para manter as comunidades ecológicas através de interações
com animais, especialmente artrópodes. As interações planta-polinizador são
fundamentais para manter a biodiversidade em ecossistemas tropicais. A ecologia
reprodutiva de Qualea parviflora foi investigada, incluindo sua fenologia, biologia
floral, longevidade das flores, sistema reprodutivo e visitantes florais em uma área
de savana brasileira. A espécie apresentou enantiostilia, cada flor teve uma pétala,
um carpelo, um pistilo e um calcar formado por cinco sépalas fundidas. A floração
foi anual e aconteceu na estação chuvosa (outubro-novembro/2018) na área de
estudo. Cada árvore apresentou em média 40±17,65 inflorescências e 1,7±1,1 flores
abertas por inflorescência por dia. A abertura da flor ocorreu durante o dia, e cada
flor durou apenas um dia. A flor produziu em média 9.498,8±49,43 grãos de pólen
(85,5±0,6% viabilidade), 0,51±0,30 µL de néctar e 31,86±10,56% de concentração
de açúcar. Apesar da razão pólen/óvulo sugerir autogamia opcional, Q. parviflora
exibiu um sistema reprodutivo auto-incompatível e não agamospérmico, indicando
que a polinização cruzada é obrigatória. Quarenta e sete espécies de insetos e beija-flores
realizaram 420 visitas florais, com himenoópteros sendo responsáveis por
69,9% das visitas. Polinizadores (abelhas médias e grandes, vespas e beija-flores),
ladrões de pólen e/ou néctar, herbívoros e predadores foram observados. Nossos
resultados destacan que Q. parviflora depende de polinização realizada por animais
e é capaz de interagir com uma alta diversidade de visitantes florais, o que reforça
sua importância ecológica, assim como a necessidade de considerar a disponibilidade
de polinizadores nos projetos de restauração do Cerrado.

Palavras-chave:
• florada anual
• abelha
• visitantes florais
• beija-flor
• autoincompatibilidade


FLORA
ABELHA
BEIJA FLOR
FENOLOGIA
VOCHYSIACEAE