Márquez, Gabriel Garcia.

Doze contos peregrinos / - Rio de Janeiro, RJ: Recorde, 1992. - 252 p.

...o esforço para escrever um conto curto é tão, intenso como o de começar um romance. Pois no primeiro parágrafo de um romance é preciso definir tudo: estrutura, tom, estilo, ritmo, longitude e; às vezes, até o caráter de algum personagem. O resto é o prazer de escrever; o mais íntimo e solitário que se possa imaginar, e se a gente não fica corrigindo o livro pelo resto da vida é porque o mesmo rigor de ferro que faz falta para começá-lo se impõe na hora de terminá-lo. O conto, por sua vez, não tem princípio nem fim: anda ou desanda, a experiência própria e a alheia ensinam que na maioria das vezes é mais saudável começá-lo de novo por outro caminho, ou jogá-lo no lixo...


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