Charles Darwin /
- São Paulo, SP: Globo, 1993.
- 64 p.
Depois de cinco anos de uma jornada épica ao redor do mundo, Charles Darwin voltou à Inglaterra com a teoria que iria sacudir as sólidas fundações da sociedade do século 19. Os homens são parentes dos macacos, proclamava em seu livro A Origem da Espécies, onde expunha o revolucionário ponto de vista segundo o qual todos os seres vivos, das pulgas aos elefantes, evoluíram por seleção natural: os mais capazes e mais ajustados sobreviveram e se reproduziram; os outos desapareceram. O homem foi criado por Deus, Ele é único e supremo, brandavam os púlpitos - e também o público. Argumentos extremados e debates irados trouxeram à tona as opiniões, de uma lado e de outro, a respeito de como surgiu a vida na Terra. O mundo científico, finalmente, veio juntar-se a Darwin. Apesar das controvérsias, a Teoria da Evolução é comumente aceita no meio científico e é tão relevante como sempre foi. De modo geral, porém, o ser humano tende a agir como se fosse o senhor da criação, com todas as outras espécies sujeitas à sua dominação e , frequentemente, à sua destruição.