01612nam a2200241 a 4500001001000000003000900010005001700019008003400036040005400070041000800124072000800132090001900140100001700159245001400176250001100190260004100201300001100242520093200253650002601185942001401211999001501225952013001240BS0002723BR-BrBNA20231004145439.0230308b |||||||| |||| 00| 0 por d aBR-BrBNAbporcBiblioteca Nacional de Agricultura apor aS86 aS86bBS00027231 aDuran, J. R.1 aLisboa / 1 a1. ed.3 aSão Paulo, SP: bFrancis, c2002.  a100 p.3 aCom um pouco de esforço lembrou em que vôo estava. Algumas vezes, de tanto viajar em aviões, não fazia a mínima idéia de para onde ia nos primeiros segundos que se seguiam ao acordar. Às vezes não lembrava, por exemplo, quais os sapatos que estava calçando. Com o tempo, isso havia se convertido em um jogo interessante. Acordado e com os olhos fechados, tentava lembrar que sapatos calçava naquele momento. Poderia ser o par com solas de crepe ou o outro, com solas duras. Se fosse o de sola de crepe, poderia ser o marrom de camurça ou o preto com filigranas desenhadas por pequenos buraquinhos. Mas agora, não. Agora sabia, apesar da ressaca, que estava chegando a Lisboa. Um raio de sol filtrava-se pela janela do avião. Além domais lembrava-se exatamente de que sapatos usava. Eram os pretos de sola de crepe. A cabeça doía e a língua, dentro da boca, era uma réplica da sola do sapato. aLITERATURA BRASILEIRA cBK2AGRIS c7781d7781 002AGRIS40708CULTURALa41918b41918l0o S86 BS0002723 pS86 BS0002723r2023-04-12t01yBK10d2023-04-04eDoaçãofS86