02113nam a2200181 a 4500001001000000003000900010005001700019008003400036040005400070041000800124072000800132100002700140245001900167260005500186300001100241520164800252650003101900BS0003195BR-BrBNA20231031153831.0230308b |||||||| |||| 00| 0 por d aBR-BrBNAbporcBiblioteca Nacional de Agricultura apor aS891 aRibas, Marcos Caetano.1 aDescaminhos / 3 aSão Paulo, SP: bEstação Liberdade, c2001.  a101 p.3 aTrês contos. Três vezes o clima feérico de Paraty, aqui como imagem de um país em gestação. Mais precisamente, o Caminho do Ouro, a antiga estrada pela qual chegavam das Minas Gerais ao litoral as riquezas que o Brasil exportava, metáfora de um longo (des)caminho de um sonho que teima em azedar. Uma vez o século XVII e o belo e puro namoro de um casal de jovens índios em paisagem intocada - o relato do primeiro encontro da tribo com viajantes europeus é soberbo. Uma vez o século XVIII e um encontro amoroso que parece que nunca vai acontecer, entre uma moça de Minas indo para Portugal e um jovem português viajando em sentido contrário. E uma vez o século XIX, com o encontro de uma negra filha de Ossain com um escravo africano à beira da morte, enviados para as fazendas dos barões de café do Vale do Paraíba e que dão um belo nó no destino que lhes era reservado. As três estórias, como o autor faz questão de escrever, se entrelaçam com uma pureza que parece sair diretamente dos riachos e cachoeiras que as transportam através dos séculos. A narrativa é tão precisa, o tom tão justo, que só pode vir de alguém que fez da arte de contar a obra de sua vida. Não surpreende portanto termos por trás delas Marcos Caetano Ribas, o fundador do Grupo Contadores de Estórias e do Teatro Espaço, de onde têm saído, de Paraty para o mundo, a maneira mais bela, mais sincera, e mais poética certamente, de contar as estórias e história dos povos que formaram o Brasil. E frente a tamanho talento vindo de uma tradição ao largo do escrito - nem de oralidade. aLITERATURA INFANTO-JUVENIL