Souza, M. Comin, J.J. Kurtz, C. Lovato, P.E. Lima, A.P. Kuhnen, S.

Phenolic compounds with allelopathic potential of Secale cereale L. and Raphanus sativus L. grown under an agroecological no-tillage system

Publicação on-line; Ind. Lit. EZ; Bibliography p. 10-12 (55 ref.); 6 tables; 1 illus.; Summaries (En, Pt)



ABSTRACT - The identification of compounds with allelopathic potential produced
by cover crops can assist in selecting species for weed management purposes in
no-tillage systems. This study aimed to identify the main phenolic compounds with
allelopathic potential in the shoot of rye (Secale cereale L.) and oilseed radish
(Raphanus sativus L.) cover crops, as well as evaluate whether the cultivation system
and phenological stage may influence secondary metabolite production and weed
emergence. Samples of the shoot of these cover crops were collected at 60, 80, and
100 days after sowing (DAS) and 15 and 30 days after lodging (DAL) under field
conditions. Weed emergence was evaluated at 45, 75, and 100 DAL of cover crops.
The main compounds in rye were 6-methoxy-2-benzoxazolinone (MBOA) and
2-benzoxazolinone (BOA) under monocropping and intercropping, while flavonoid
quercetin was found in oilseed radish at all evaluated times. During the growing
cycle, the highest contents of phenolic compounds were found at the elongation
stage (60 DAS) of rye under monocropping and intercropping systems (9.33 and
8.22 mg g-1 DM, respectively) and at grain filling stage (100 DAS) for oilseed radish
intercropped with rye and black oat (3.24 and 3.83 mg g-1 DM, respectively). No
differences were found in the contents of the main compounds when the species
was grown under monocropping or intercropping systems. A reduction in the
contents of MBOA, BOA, and quercetin was observed after lodging. Weed dry
matter production was lower at 45 DAL in all treatments with rye and oilseed radish
residues when compared to the control. The intercropping of rye with oilseed radish
is an alternative management for weed control in agroecological systems due to the
physical barrier created by these species and the presence of phenolic compounds
with allelopathic potential.

Keywords: cover crops, allelopathy, quercetin, BOA, MBOA.


RESUMO - A identificação de compostos com potencial alelopático produzidos
pelas plantas de cobertura pode auxiliar na seleção de espécies para fins de
manejo de plantas daninhas em sistema de plantio direto. O objetivo deste estudo
foi identificar os principais compostos fenólicos com potencial alelopático na
parte aérea das plantas de cobertura centeio (Secale cereale L.) e nabo forrageiro
(Raphanus sativus L.), bem como avaliar se o sistema de cultivo e o estádio
fenológico influenciam na produção desses metabólitos secundários e na
emergência de plantas daninhas. Foram coletadas amostras da parte aérea das
plantas de cobertura aos 60, 80 e 100 dias após a semeadura (DAS) e 15 e 30 dias
após o acamamento delas (DAA), em um experimento de campo. Foi avaliada a
emergência de plantas daninhas aos 45, 75 e 100 DAA das plantas de cobertura.
No centeio, os compostos majoritários foram o 6-metoxi-2-benzoxazolinona (MBOA)
e o 2-benzoxazolinona (BOA) em cultivo solteiro e consorciado, e no nabo-forrageiro foi o flavonoide
quercetina, em todas as épocas avaliadas. Ao longo do ciclo de cultivo, os maiores conteúdos de
compostos fenólicos foram encontrados no estádio de alongamento (60 DAS) para a espécie centeio
cultivada solteira e consorciada (9,33 e 8,22 mg g-1 MS) e no estádio de enchimento de grãos (100 DAS)
para o nabo forrageiro em sistema de cultivo consorciado com centeio e aveia (3,24 e 3,83 mg g-1 MS).
Não houve diferença nos conteúdos dos principais compostos quando a espécie foi cultivada solteira
ou consorciada. Após o acamamento, houve redução nos conteúdos de MBOA, BOA e quercetina.
A produção de MS de plantas daninhas foi menor aos 45 DAA em todos os tratamentos com resíduos de
centeio e nabo, quando comparados com a testemunha. O consórcio do centeio com o nabo forrageiro
é uma alternativa de manejo para o controle das plantas daninhas em sistemas agroecológicos, tanto
pela barreira física exercida por essas espécies como pela presença de compostos fenólicos com potencial
alelopático.

Palavras-chave: plantas de cobertura, alelopatia, quercetina, BOA, MBOA.



ALELOPATIA
PLANTA DE COBERTURA
FLAVONÓIDE
COMPOSTO FENÓLICO