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003 BR-BrBNA
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040 _aBR-BrBNA
_bpor
_cBiblioteca Nacional de Agricultura
041 _apor
072 _aB32
090 _aB32 BS0002545
100 1 _aOmar, Arthur
245 1 _aO esplendor dos contrários Aventuras da cor caminhando sobre as águas do Rio Amazonas /
260 3 _aSão Paulo, SP:
_bCosac Naify,
_c2002.
300 _a208 p.
520 3 _aMinhas lembranças mais antigas, todas falam de cores. Eram cores míticas e violentas. Talvez pelo frescor das células da retina, reagindo quimicamente no auge do seu potencial. O espaço se expandia. Cada forma nova tinha uma estranha presença. As próprias cores vibravam de modo diferente. Dizer que eram cores mais profundas seria talvez falsear a experiência. Ao contrário, eram cores mais superficiais. Cores mais à tona. Cores flutuantes, como água deslizando sobre água. Começavam a brilhar antes mesmo de pousarem no plano onde deveriam ser vistas. Cores saltadas, como veias. Ligeiramente mais próximas do olho que o próprio objeto que deveriam colorir. Daí a sensação de presença que ofereciam. Presença espontânea, imediata, direta, oceânica, que já não podemos recuperar hoje, a não ser pela intermediação da consciência. Assim, não podendo mais reexperimentar as cores originais, temos agora que lutar pela cor. Este é um dos objetivos deste livro.
650 _aFOTOGRAFIA
650 _aARTE FOTOGRÁFICA
909 _a202304
_bSergio Santos
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_dSergio Santos
942 _cBK
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