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| 040 |
_aBR-BrBNA _bpor _cBiblioteca Nacional de Agricultura |
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| 072 | _aS86 | ||
| 090 |
_aS86 _bBS0002723 |
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| 100 | 1 | _aDuran, J. R. | |
| 245 | 1 | _aLisboa / | |
| 250 | 1 | _a1. ed. | |
| 260 | 3 |
_aSão Paulo, SP: _bFrancis, _c2002. |
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| 300 | _a100 p. | ||
| 520 | 3 | _aCom um pouco de esforço lembrou em que vôo estava. Algumas vezes, de tanto viajar em aviões, não fazia a mínima idéia de para onde ia nos primeiros segundos que se seguiam ao acordar. Às vezes não lembrava, por exemplo, quais os sapatos que estava calçando. Com o tempo, isso havia se convertido em um jogo interessante. Acordado e com os olhos fechados, tentava lembrar que sapatos calçava naquele momento. Poderia ser o par com solas de crepe ou o outro, com solas duras. Se fosse o de sola de crepe, poderia ser o marrom de camurça ou o preto com filigranas desenhadas por pequenos buraquinhos. Mas agora, não. Agora sabia, apesar da ressaca, que estava chegando a Lisboa. Um raio de sol filtrava-se pela janela do avião. Além domais lembrava-se exatamente de que sapatos usava. Eram os pretos de sola de crepe. A cabeça doía e a língua, dentro da boca, era uma réplica da sola do sapato. | |
| 650 | _aLITERATURA BRASILEIRA | ||
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