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_bpor
_cBiblioteca Nacional de Agricultura
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100 1 _aMelo, Fabio de
245 1 _aMulheres de aço e de flores /
260 3 _aSão Paulo, SP:
_bEditora Gente,
_c2008.
300 _a214 p.
520 3 _aMulheres de aço e de flores. o aprimorado da vida ainda insiste em nascer dos contrários. As mulheres sabem mais sobre isso. Elas experimentam na carne o destino de serem como Deus, em pequenas partes. Geram o mundo; embalam os destinos e entrelaçam num mesmo tecido as cores da fragilidade e da força. Elas são de aço. Elas são de flores. Recordo-me. A jabuticabeira florida era epifania de uma felicidade de época. Alegrias com cores de novembro. Chuvas torrenciais que nos permitiam prazeres delicados. Observar a metamorfose das flores em frutos era satisfação sem preço. A natureza costurada de regras consumava diante de nossos olhos o ditado bíblico, de que debaixo do céu há um tempo para cada coisa. Era o tempo alinhavando os destinos das floradas, enquanto no silêncio do coração uma primavera fora de hora insistia em lançar pequenos brotos.
650 _aLITERATURA BRASILEIRA
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