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Adaptação e adaptação cruzada de Listeria monocytogenes aos compostos eugenol e carvacrol

Por: Tipo de material: ArtigoArtigoAssunto(s): Recursos online: Em: Revista Brasileira de Plantas Medicinais (Brazil) v. 17(4) p. 528-533; (2015)Sumário: RESUMO: A evolução de certos microrganismos permite sua rápida adaptação aos ambientes em constante mudança, desenvolvendo assim, tolerância ou resistência ao aumento de determinados estresses. O uso de compostos bioativos provenientes da flora nativa tem sido apontado como uma possível solução para os problemas de controle da resistência e proliferação bacteriana. Este trabalho visou verificar a adaptação e adaptação cruzada de L. monocytogenes, frente aos compostos fenólicos eugenol e carvacrol. A concentração mínima inibitória (CMI) dos compostos fenólicos foi determinada pela técnica de microdiluição em placas de 96 cavidades, em caldo TSB + 0,5% de Tween 80. As concentrações finais (%) obtidas foram: 0,06; 0,12; 0,24; 0,49; 0,98; 1,95; 3,9; 6,25; 12,5; 25; 50. A suspensão bacteriana padronizada foi inoculada nas cavidades das placas, as quais foram incubadas a 37ºC por 24 horas com posterior leitura da absorbância a 620 nm e determinação da CMI. A adaptação das células de L. monocytogenes ao eugenol e carvacrol foi realizada com o cultivo das células em TSB + 0,06% de eugenol ou carvacrol à 37°C por 2 horas. A cultura foi então centrifugada e as células ressuspendidas e padronizadas em TSB. A seguir, realizou-se novamente a técnica de microdiluição em caldo. Os resultados obtidos demonstraram que L. monocytogenes apresentou adaptação e adaptação cruzada frente ao carvacrol e eugenol. A CMI do eugenol e carvacrol foi de 24%. A pré-exposição de L. monocutogenes a concentração sub-letal de 0,06% de carvacrol ou de eugenol aumentou sua resistência. A pré-exposição ao carvacrol promoveu a adaptação de L.monocytogenes a ele aumentando a CMI para 12,5%. Já para o eugenol a CMI passou para 25%. Quando submetidas à concentração sub-letal de eugenol, este promoveu a adaptação das células tanto ao carvacrol quanto ao eugenol, sendo a CMI de 12,5%. Os resultados obtidos demonstraram que L. monocytogenes apresentou adaptação e adaptação cruzada ao carvacrol e eugenol. O presente trabalho sugere estudos futuros ainda mais abrangentes quanto à potencialidade antimicrobiana destes compostos. Palavras-chave: antimicrobianos naturais, compostos bioativos, patógeno alimentarSumário: ABSTRACT: Adaptation and Cross adaptation of Listeria monocytogenes to eugenol and carvacrol compounds. Some microorganisms have evolved and therefore are able to rapidly adapt themselves to a constantly changing environment, thus developing tolerance or resistance to the increase of some specific stresses. The use of bioactive compounds from the native vegetation has been pointed out as a possible solution to the problems of control of bacterial resistance and proliferation. This work aimed to check the adaptation and cross adaptation of L. monocytogenes, towards the phenolic compounds eugenol and carvacrol. The minimum inhibitory concentration (MIC) of the phenolic compounds was determined by the microdilution technic in plates of 96 cavities, in CALDO TSB + 0,5% of Tween 80. The final concentrations (%) obtained were: 0,06; 0,12; 0,24; 0,49; 0,98; 1,95; 3,9; 6,25; 12,5; 25; 50.The patronized bacterial suspension was inoculated into the captivities of the plates, and incubated at 37ºC for 24 hours with posterior reading of the absorbance at 620 nm and determination of the MIC. The adaptation of the cells of L. monocytogenes to the eugenol and carvacrol was made through the cultivation of the cells in TSB + 0,06% of eugenol or carvacrol at 37ºC for 2 hours. The sample was then centrifuged and the cells were re-suspended and patronized in TSB. After that, the microdilution technic was performed one more time. The obtained results revealed that the L. monocytogenes presented adaptation and cross adaptation to the eugenol and carvacrol. The eugenol and carvacrol CMI was at 24%. The pre-exposition of L. monocytogenes to sublethal doses of 0,06% of eugenol or carvacrol enhanced its resistance. The pre-exposition to carvacrol promoted the adaptation of L. monocytogenes to it thus increasingthe MIC to 12,5%. To the eugenol the CMI got to 25%. When submitted to sub-lethal concentrations of eugenol, the latterpromoted the adaptation of the cells to carvacrol and eugenol, bringing the CMI to 12,5%. The obtained results showed that theL. monocytogenespresented adaptation and cross adaptation to the eugenol and carvacrol. The current work suggests future studies even broader regarding the antimicrobial potentialityof these compounds. Keywords: natural antimicrobial, bioactive compounds, food pathogen.
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Periódicos Periódicos Biblioteca Nacional de Agricultura - Binagri Periódicos agrícolas 2015 17(4) Texto integral (PDF) Consulta local 2024-2143

Publicação on-line; 26 ref.; 2 tables; Summaries (En, Pt)



RESUMO:

A evolução de certos microrganismos permite sua rápida adaptação aos ambientes
em constante mudança, desenvolvendo assim, tolerância ou resistência ao aumento de
determinados estresses. O uso de compostos bioativos provenientes da flora nativa tem sido
apontado como uma possível solução para os problemas de controle da resistência e proliferação
bacteriana. Este trabalho visou verificar a adaptação e adaptação cruzada de L. monocytogenes,
frente aos compostos fenólicos eugenol e carvacrol. A concentração mínima inibitória (CMI) dos
compostos fenólicos foi determinada pela técnica de microdiluição em placas de 96 cavidades,
em caldo TSB + 0,5% de Tween 80. As concentrações finais (%) obtidas foram: 0,06; 0,12; 0,24;
0,49; 0,98; 1,95; 3,9; 6,25; 12,5; 25; 50. A suspensão bacteriana padronizada foi inoculada nas
cavidades das placas, as quais foram incubadas a 37ºC por 24 horas com posterior leitura da
absorbância a 620 nm e determinação da CMI. A adaptação das células de L. monocytogenes
ao eugenol e carvacrol foi realizada com o cultivo das células em TSB + 0,06% de eugenol ou
carvacrol à 37°C por 2 horas. A cultura foi então centrifugada e as células ressuspendidas e
padronizadas em TSB. A seguir, realizou-se novamente a técnica de microdiluição em caldo. Os
resultados obtidos demonstraram que L. monocytogenes apresentou adaptação e adaptação
cruzada frente ao carvacrol e eugenol. A CMI do eugenol e carvacrol foi de 24%. A pré-exposição
de L. monocutogenes a concentração sub-letal de 0,06% de carvacrol ou de eugenol aumentou
sua resistência. A pré-exposição ao carvacrol promoveu a adaptação de L.monocytogenes
a ele aumentando a CMI para 12,5%. Já para o eugenol a CMI passou para 25%. Quando
submetidas à concentração sub-letal de eugenol, este promoveu a adaptação das células tanto
ao carvacrol quanto ao eugenol, sendo a CMI de 12,5%. Os resultados obtidos demonstraram
que L. monocytogenes apresentou adaptação e adaptação cruzada ao carvacrol e eugenol.
O presente trabalho sugere estudos futuros ainda mais abrangentes quanto à potencialidade
antimicrobiana destes compostos.

Palavras-chave: antimicrobianos naturais, compostos bioativos, patógeno alimentar



ABSTRACT:

Adaptation and Cross adaptation of Listeria monocytogenes to eugenol and
carvacrol compounds. Some microorganisms have evolved and therefore are able to rapidly
adapt themselves to a constantly changing environment, thus developing tolerance or resistance
to the increase of some specific stresses. The use of bioactive compounds from the native
vegetation has been pointed out as a possible solution to the problems of control of bacterial
resistance and proliferation. This work aimed to check the adaptation and cross adaptation of
L. monocytogenes, towards the phenolic compounds eugenol and carvacrol. The minimum
inhibitory concentration (MIC) of the phenolic compounds was determined by the microdilution
technic in plates of 96 cavities, in CALDO TSB + 0,5% of Tween 80. The final concentrations
(%) obtained were: 0,06; 0,12; 0,24; 0,49; 0,98; 1,95; 3,9; 6,25; 12,5; 25; 50.The patronized
bacterial suspension was inoculated into the captivities of the plates, and incubated at 37ºC for
24 hours with posterior reading of the absorbance at 620 nm and determination of the MIC. The
adaptation of the cells of L. monocytogenes to the eugenol and carvacrol was made through the
cultivation of the cells in TSB + 0,06% of eugenol or carvacrol at 37ºC for 2 hours. The sample
was then centrifuged and the cells were re-suspended and patronized in TSB. After that, the
microdilution technic was performed one more time. The obtained results revealed that the
L. monocytogenes presented adaptation and cross adaptation to the eugenol and carvacrol.
The eugenol and carvacrol CMI was at 24%. The pre-exposition of L. monocytogenes to sublethal
doses of 0,06% of eugenol or carvacrol enhanced its resistance. The pre-exposition to
carvacrol promoted the adaptation of L. monocytogenes to it thus increasingthe MIC to 12,5%.
To the eugenol the CMI got to 25%. When submitted to sub-lethal concentrations of eugenol,
the latterpromoted the adaptation of the cells to carvacrol and eugenol, bringing the CMI to
12,5%. The obtained results showed that theL. monocytogenespresented adaptation and cross
adaptation to the eugenol and carvacrol. The current work suggests future studies even broader
regarding the antimicrobial potentialityof these compounds.

Keywords: natural antimicrobial, bioactive compounds, food pathogen.

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